A cantora e atriz amazonense Cella está em Amsterdã, na Holanda, para participar da JBL Music Academy 2026, iniciativa que reúne 30 artistas independentes de diferentes partes do mundo para uma imersão no universo da música. Única brasileira selecionada nesta edição, Cella também levou na bagagem peças de roupas de marcas do Amazonas e do Pará, como Sioduhi (AM) e Estúdio VNE, reforçando sempre a sua regionalidade, que vai além de suas composições musicais. A JBL Music Academy acontece de 27 a 31 de outubro e tem na programação aulas com temáticas sobre inteligência artificial, produção e mercado musical, relações públicas, redes sociais e construção de marca.
Entre os nomes envolvidos na edição deste ano estão Martin Garrix, um dos principais DJs e produtores da música eletrônica mundial, e Benson Boone, cantor e compositor norte-americano que conquistou projeção internacional. A mentoria também reúne outros profissionais do setor, oferecendo aos artistas selecionados a oportunidade de conhecer diferentes perspectivas sobre criação, posicionamento e carreira musical.
Para concorrer a uma vaga na academia, Cella apresentou o álbum Efeito Borboleta, seu primeiro trabalho autoral, lançado em maio de 2026. A seleção marca uma nova etapa na trajetória da artista, que desenvolve sua produção a partir de referências e vivências ligadas à Amazônia.
Além das marcas regionais, Cella também vai usar óculos da marca nacional Fuel. A artista amazonense, que contou com a curadoria de duas profissionais Rachel Meliande e Nicole Feijão, afirma que a escolha reforça uma característica presente em seu trabalho, que é valorizar a criação produzida no Norte e ampliar a visibilidade regional em diferentes espaços.
“Estar na JBL Music Academy como uma artista do Amazonas, produzindo a partir da Amazônia, é uma oportunidade de mostrar que a nossa música tem espaço para dialogar com o mundo sem deixar de lado as nossas origens. Eu faço questão de levar o Norte comigo em tudo o que construo, nas minhas músicas, nos meus clipes e também na moda que escolho vestir. Levar marcas do Amazonas e do Pará para essa experiência é uma forma de valorizar quem cria na nossa região e mostrar que a nossa identidade pode atravessar fronteiras”, afirma Cella.





